Agradeci em silêncio a sua carne, o seu suor, a sua agonia...
Que empresta a sua forma ao sem nome
Como pedra que se deixa esculpir
um elástico da alma-corpochorei sem chorar
quando a beleza entrou
invadindo os cantos, abrindo gavetas, rodopiando meu cata-vento enferrujado
eu também quis fazer
e me fiz rosa
é a metamorfose que mais dói,
e dói generoso no músculo
a gente se despede é porque não acredita o suficiente no impossível
e a indignidade é se deixar prender pelo possível
dos cafés acostumado demais
juntos a gente tinha era que recriar
o tempo
foi assim que o mundo se deu
quando Deus fazia amor
e tentava ser uma rosa
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