“Ninguém abraça um pedaço” é uma ode ao Amor e suas vicissitudes. Um homem e uma mulher, confinados em suas íntimas angústias, caminham na tentativa de uma última reconciliação. Para tanto, eles recorrem à consciência de seus limites e desejos, de sua contínua solidão homeopática, das lembranças e seus declínios.
O Amor deve ser reinventado, mas a falta de espaço e tempo poéticos obriga a uma urgência tirânica, e todos os possíveis ímpetos de união são logrados pela incomunicabilidade e pela confusão pessoal.
A narrativa fragmentada quer lembrar o quanto nos perdemos entre saber o que vivemos de fato e o que imaginamos. A dança é suporte estético para as emoções que calam fundo, enquanto os textos tentam permear e traduzir as situações de risco.
Embora a separação seja inevitável, o espetáculo se lança à renovação dos sentimentos, das afeições. Onde uma janela estará sempre implícita, à espera de ser aberta, criando novas possibilidades, novos modos de dar um abraço nos pedaços que nos libertarão de sermos ninguém.
Este espetáculo é resultado de projeto: “Em Contros, Desencontros e Outras Histórias” aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Uberlândia.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
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